Florada mutável origina nome do manacá-da-serra

Impossível não se encantar com a beleza dos manacás-da-serra, especialmente quando estão floridos. Eles chamam a atenção de longe com suas flores que variam de cor, ora brancas, ora rosadas e finalmente arroxeadas. Os três tons convivem juntos, um dando lugar ao outro, e compõem árvores com nuances de alegrar a alma. Dão um verdadeiro charme aos jardins com seu porte pequeno e alegre.

Manacás enfeitam a entrada das residências

O manacá-da-serra é uma árvore tipicamente brasileira, nativa da mata atlântica e muito fácil de se ser encontrada na Porta do Sol e nas regiões litorâneas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Pertence ao gênero Tibouchina, que engloba cerca de 30 espécies, todas oriundas da América do Sul, muitas originárias do Brasil.

Tibouchina mutabilis 

A florada das árvores deste gênero é sempre em tons de rosa, roxo e lilás, mas nem todas possuem essa capacidade de mudar de cor conforme ficam velhas, como acontece com o manacá-da-serra, daí seu sobrenome científico ser “mutabilis”, que em latim significa “mutável, que se transforma”.

Versão do manacá anão pode ser cultivado inclusive em vasos

O nome científico desta espécie é Tibouchina mutabilis. Conhecida como “árvore que dá flor de três cores”, é uma parente bem próxima da quaresmeira, do manacá-anão e do manacá de cheiro ou de jardim. É considerada de pequeno porte, pois geralmente não ultrapassa os 12 metros de altura. Entretanto, a versão anã, com apenas 3 metros, pode ser cultivada inclusive em vasos. Já a variação manacá-de-cheiro, é a única que exala perfume, também muito indicada para projetos de jardinagem.

Flores do manacá são muito parecidas com a da quaresmeira

Gosta de sol pleno e substrato arejado (uma parte de terra vegetal, uma parte de composto orgânico e duas partes de areia), de preferência ligeiramente ácido. Deve ser regada com frequência, principalmente em épocas mais quentes do ano. Produz um fruto parecido com um coquinho, mas não comestível. Floresce de novembro a fevereiro.

Por Marília Heymer 

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