História da Porta do Sol

Em 1972 foi lançado de forma muito pioneira para a época um loteamento de chácaras de lazer no KM 63,5 da rodovia Castelo Branco, com uma grande campanha de marketing. Inovador pela proposta urbanística e inovador pelas dimensões, sua planta urbanística foi assinada por Oscar Niemayer e Burle Marx.

Da área total, de cerca de 16 milhões de metros quadrados, sete milhões e meio foram destinados às propriedades e os restantes 8,5 milhões de metros quadrados, compostos de matas e aquíferos, foram definidos como áreas de preservação.

O loteamento, inserido em uma área rural do Município de Mairinque e limítrofe com o Município de São Roque, era uma região praticamente deserta. Era atravessada por uma estrada municipal, a Avenida do Sol, que unia o vilarejo de Moreiras (um agrupamento de poucas casas) e a Rodovia Castelo Branco.

Após o sucesso de venda inicial, os primeiros dez anos caracterizaram-se por um marasmo. A falta dos investimentos prometidos na venda provocou um declínio. Em meados da década de 80 foi criada a Associação Proprietários Amigos da Porta do Sol, à época denominada SAPOS.

Com a organização da sociedade iniciaram-se os investimentos em infraestrutura e a vida orgânica da associação movimenta o residencial até os dias de hoje.

 Foto Original cedida pelo Sr. Alaor Alves, proprietário do Lote G4M.


Foto Original cedida pelo Sr. Alaor Alves, proprietário do Lote G4M.

Naquele momento, a paisagem do residencial era marcada pela aridez, tanto do ponto de vista de sua vegetação quanto pela pouca presença da fauna silvestre.

Com o passar do tempo e com a ocupação dos lotes, foram sendo formados pomares. Estes propiciaram a atração de pássaros, mamíferos e outros exemplares da fauna que, além de se alimentarem dos frutos, acabavam por dispersar nas redondezas as sementes de essências nativas que carregavam em seu tato gastrointestinal.

Foto: Rita Valente

Foto: Rita Valente

Quarenta anos depois, podemos verificar a presença de um ambiente com uma flora exuberante e com uma diversidade de exemplares da fauna silvestre extremamente significativa.

No que se refere à presença de mamíferos, são vistos com frequência os quatis, tatus, pacas, capivaras, macacos e esquilos havendo relatos de observação de veados, lobos, gatos-do-mato, lontras, iraras, jaguatiricas, gatos mouriscos e onças-pardas. Com relação a este último espécime, vale ressaltar a importância do registro de sua presença. Sendo um predador do topo da cadeia alimentar, encontrá-lo no Residencial é um sinal de que há condições adequadas para o desenvolvimento da vida selvagem.

Muitos desses animais habitam as zonas de mata do Residencial, porém outros – tanto aves como mamíferos – usam o território como zona de procriação, alimentação ou de trânsito. Sua preservação é de fundamental importância para a vida silvestre local, como também para a vida daqueles que usam o local como parte de um corredor ecológico natural.

Contribui para a riqueza ambiental do Residencial o seu manancial hídrico composto por 7 lagos, mais de 20 córregos e cachoeiras.

Ao longo destes 40 anos a Associação construiu e implantou um sistema de captação, tratamento e distribuição de água para todos os lotes, criou um sistema de transporte gratuito para aqueles que necessitam se locomover entre os pontos de acesso ao loteamento, para os estudantes que se dirigem à escola municipal do loteamento e também para deslocamentos internos.

Devido ao seu isolamento criou também um corpo de combate a incêndios que atuou por diversas vezes junto a seus vizinhos, seja dando suporte ao Corpo de Bombeiros de São Roque em incêndios no Mombaça, seja dando suporte à CCR no combate a incêndios na Rodovia Castelo Branco, seja atendendo emergências e encaminhando os necessitados ao Posto de Saúde Municipal existente no interior do loteamento. Neste período também foram pavimentados 90 km, dos 101 km de ruas existentes no loteamento. Tudo isso foi feito sem ônus para o município de Mairinque.

Hoje a Associação possui uma infraestrutura adequada à administração do seu território e, por estatuto, atua na defesa e preservação do meio ambiente, conforme sua vocação original.

São cinco pontos de controle de acesso que dão acesso ao condomínio, sendo a principal delas a que fica na Castelo Branco Km 63,5 (portaria 1).

A APAPS administra o Residencial, realizando o rateio de despesas para aplicação em conservação das vias públicas, distribuição de água tratada, manutenção de jardins e clube. Há uma Segurança Patrimonial terceirizada que se responsabiliza pelos controles de acesso e pela realização de ronda 24 horas por dia, além dos vigilantes que fazem os controles de acesso.

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